Marco Antonio Carbonari, dono da vinícola Villa Santa Maria, diz que cada tipo de vinho tem seu próprio sabor, amora, peso e textura e que, após conhecer todos esses fatores, fica muito mais fácil obter uma boa harmonização com qualquer tipo de alimento. A harmonização tem dois tipos: similaridade e contraste.
A harmonização é a complementação da bebida pelo prato e vice-versa. Ela pode contribuir para evidenciar pontos fortes de cada um deles, tornando a experiência bem mais interessante, revelando nuances dos sabores e aromas que poderiam não ser perceptíveis sem essa combinação, uma vez que extrai o melhor dos dois. Podem ser feitas por semelhança, quando ocorre a complementação, ou por contraste, quando há um “choque” de sabores.
- Harmonização por semelhança: Marco Antonio Carbonari diz que é mais simples, justamente por combinar a refeição com vinhos de mesma complexidade, para que haja complementação de sabores, valorizando ambos, sem que o sabor de um sobreponha o outro.
- Harmonização por oposição: Às características do vinho e do alimento se opõem e se misturam, de forma que as diferenças se equilibrem. Por exemplo, o doce acentua a acidez assim como a gordura ameniza o tanino.
Marco Antonio Carbonari conta que da mesma forma que se busca por bons restaurantes, as pessoas também devem buscar por vinhos que apresentem diferentes especificidades. Então permita-se sempre saborear novas cultivares, novos aromas, pesos e texturas, pois isso tornará a harmonização mais atraente.