Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, sabe que o risco em grandes obras raramente aparece de uma vez. Na realidade, ele se acumula em silêncio: um fornecedor que atrasa, um projeto executivo com inconsistências, uma equipe subdimensionada para o volume de frentes abertas. No momento em que o problema se torna visível, o custo de correção já é muito maior do que teria sido o custo de prevenção.
Essa lógica vale para qualquer projeto de infraestrutura de grande escala. Afinal, a capacidade de antecipar riscos, e não apenas reagir a eles, é o que distingue empresas que entregam obras dentro do escopo contratado daquelas que acumulam aditivos, atrasos e desgastes com clientes.
O que é gestão de risco em obras e por que ela ainda é subestimada?
Gestão de risco em obras não é um conceito novo. Isso porque existe uma metodologia consolidada, ferramentas específicas para o setor, além do fato de as grandes construtoras internacionais tratarem o tema como disciplina obrigatória desde a fase de proposta. O problema no Brasil é que, durante muito tempo, o mercado tolerou ineficiências que tornavam esse planejamento um exercício secundário.
Contratos com margens embutidas para cobrir imprevistos, aditivos aceitos quase como norma e uma cultura de resolução improvisada no canteiro substituíram, em muitos casos, o planejamento preventivo. Em termos práticos, esse modelo funcionou enquanto o mercado era menos competitivo e os clientes menos exigentes. Hoje, essas duas condições mudaram.
Quais são os principais riscos em projetos de infraestrutura de grande porte?
Os riscos mais recorrentes se concentram em quatro frentes. A primeira é o projeto: inconsistências entre disciplinas, detalhamento insuficiente e compatibilização mal executada geram interferências que só aparecem no canteiro, quando o custo de correção é alto. A segunda é a cadeia de fornecimento: dependência de poucos fornecedores para itens críticos, prazos de entrega subestimados e falta de estoque estratégico travam frentes inteiras de trabalho.
Por sua vez, a terceira frente é a gestão de equipes: rotatividade elevada, lacunas na qualificação técnica e supervisão insuficiente comprometem a produtividade e a qualidade da execução. A quarta é o licenciamento e as interfaces institucionais: obras de infraestrutura dependem de aprovações, autorizações e coordenação com órgãos públicos, cujos prazos raramente estão sob controle da construtora.

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, ex-presidente da OAS e CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, construiu sua trajetória gerenciando exatamente esse tipo de complexidade. A experiência em obras de grande escala cria um repertório de decisões que nenhum manual consegue replicar integralmente.
Tecnologia e método: as duas bases de uma gestão de risco eficiente
Plataformas de gestão integrada de projetos, monitoramento em tempo real e modelos preditivos baseados em dados estão transformando a forma como riscos são identificados e tratados. Mas tecnologia sem método é ruído. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim representa o perfil de liderança que combina as duas dimensões: domínio técnico acumulado em campo e abertura para incorporar novas ferramentas ao processo de gestão.
O mercado de infraestrutura brasileiro está mais maduro e mais exigente. Dessa forma, projetos que chegam ao cliente dentro do prazo, do custo e com a qualidade acordada deixam de ser exceção para se tornar o padrão esperado. É assim também que entende Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, à frente da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, ao frisar que esse padrão começa muito antes do primeiro dia de obra.
Antecipar é mais barato do que corrigir
Cada hora investida em planejamento preventivo economiza múltiplas horas de retrabalho no canteiro. Essa equação simples ainda é ignorada por boa parte do setor, mas está no centro do que diferencia obras bem gerenciadas de obras problemáticas. Em infraestrutura, o custo do erro não é apenas financeiro. É de prazo, de reputação e, em alguns casos, de segurança.
Conforme aponta Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a gestão de risco eficiente não elimina imprevistos. Ela reduz a frequência com que imprevistos viram crises e garante que, quando algo foge do plano, a equipe já saiba exatamente o que fazer.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez