Segundo Ricardo Chimirri Candia, trabalhos realizados acima de dois metros de altura representam riscos significativos à integridade física dos profissionais envolvidos, sendo uma das principais causas de acidentes graves na construção civil e em setores industriais. Garantir a segurança no trabalho em altura é uma obrigação legal, ética e estratégica para preservar vidas, evitar paralisações e proteger a reputação das organizações.
A NR 35 define como trabalho em altura toda atividade executada acima de dois metros do nível inferior, onde haja risco de queda. Sua aplicação envolve planejamento, treinamento, equipamentos adequados e gestão contínua dos riscos. Leia mais e fique por dentro do assunto:
Planejamento e análise de risco: o primeiro passo para evitar acidentes e garantir a segurança no trabalho
Antes de qualquer intervenção em altura, é obrigatório realizar uma análise detalhada dos riscos envolvidos. Esse processo inclui a identificação dos perigos, a avaliação das condições do local e a definição das medidas de controle necessárias. O planejamento deve contemplar desde o acesso ao ponto de trabalho até o retorno seguro ao solo, prevendo alternativas em caso de emergência.

Além disso, é essencial garantir que as atividades estejam autorizadas formalmente por um responsável técnico. Conforme explica o engenheiro Ricardo Chimirri Candia, essa autorização não é apenas uma formalidade: ela demonstra que houve avaliação prévia, que os equipamentos são adequados e que os trabalhadores estão aptos a realizar a tarefa. O planejamento cuidadoso reduz a improvisação, antecipa possíveis falhas e salva vidas.
Treinamento e capacitação: trabalhadores preparados são trabalhadores seguros
Um dos pilares da NR 35 é a capacitação dos profissionais que executam tarefas em altura. Todos os trabalhadores devem passar por treinamento com carga horária mínima de oito horas, abordando temas como análise de risco, uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), sistemas de ancoragem e condutas em situações de emergência. Esse treinamento deve ser renovado periodicamente e atualizado sempre que houver mudanças nas condições de trabalho ou nos procedimentos adotados.
Nesse sentido, como destaca o engenheiro Ricardo Chimirri Candia, investir em capacitação é um diferencial estratégico. Profissionais bem treinados têm maior percepção de risco, utilizam os equipamentos com mais eficiência e contribuem para um ambiente de trabalho mais disciplinado e colaborativo. Ademais, a formação contínua fortalece a cultura de segurança e reduz os custos com afastamentos, indenizações e fiscalizações.
Equipamentos e procedimentos obrigatórios para trabalhos acima de dois metros
A NR 35 exige o uso de uma série de equipamentos obrigatórios para garantir a proteção contra quedas. Entre os principais, destaca-se o cinturão de segurança tipo paraquedista, o talabarte com absorvedor de energia, os sistemas de ancoragem, linhas de vida e os dispositivos de ascensão e descida controlada. Todos os EPIs devem estar certificados e em perfeito estado de conservação.
Além dos equipamentos, é fundamental seguir procedimentos como o isolamento da área de trabalho, a verificação das condições climáticas, a checagem prévia dos dispositivos de segurança e a presença de um sistema de resgate previamente planejado. De acordo com Ricardo Chimirri Candia, a combinação entre equipamentos adequados e protocolos operacionais rigorosos é o que torna o trabalho em altura viável e seguro.
Em resumo, trabalhar em altura exige responsabilidade, planejamento e comprometimento com a integridade dos profissionais. A aplicação rigorosa da NR 35 é mais do que uma exigência normativa, é um ato de respeito à vida e de valorização da equipe. Como ressalta Ricardo Chimirri Candia, prevenir acidentes fatais não é apenas possível, mas necessário. Com análise de risco criteriosa, capacitação contínua e uso correto de equipamentos, é possível transformar o trabalho em altura em uma atividade segura e controlada.
Autor: Schiller Mann