Eventos educacionais como a Bett Brasil se tornaram uma vitrine importante de tendências, tecnologias e debates sobre o futuro da escola. Sergio Bento de Araujo, empresário especialista em educação, demonstra esse ambiente e defende que o valor real de uma feira não está na quantidade de novidades, mas na capacidade de selecionar soluções que fortalecem aprendizagem, gestão e inclusão. A escola que compra por impulso costuma acumular ferramentas; a escola que decide com critério constrói impacto.
No decorrer do conteúdo, você verá por que eventos educacionais influenciam decisões de redes e escolas, como identificar tendências que fazem sentido, quais perguntas precisam ser feitas antes de adotar tecnologia e de que forma formação, dados e implementação determinam resultados.
Por que eventos educacionais viraram termômetro da inovação na escola?
Feiras e congressos concentram edtechs, editoras, plataformas, soluções de avaliação, gestão e formação, além de debates sobre inteligência artificial, educação híbrida e recomposição das aprendizagens. Esse ecossistema cria uma visão rápida do que está ganhando força, quais temas estão dominando a agenda e como diferentes redes estão respondendo a desafios semelhantes.
Ao mesmo tempo, esses eventos também criam pressão. Quando a escola vê muitas soluções promissoras, pode surgir a sensação de que “quem não adota agora fica para trás”. Esse é um risco comum, porque inovação em educação não é uma corrida de aquisição, e sim um processo de implementação. O critério pedagógico precisa vir antes do encantamento tecnológico.
O valor do evento, portanto, está na curadoria. Sergio Bento de Araujo alude que ele ajuda a comparar modelos, entender o que existe no mercado, ouvir experiências de quem já aplicou e mapear caminhos de formação. Se a escola sai com clareza sobre prioridades, o evento cumpre seu papel.
O que observar nas tendências de tecnologia e inteligência artificial?
Tecnologia e inteligência artificial aparecem em praticamente toda agenda educacional recente. Porém, nem toda solução baseada em IA melhora a aprendizagem. Muitas ferramentas automatizam tarefas, mas não resolvem o problema pedagógico central. A escola precisa avaliar se a tecnologia fortalece o trabalho do professor, melhora o feedback ao estudante e cria evidências de progresso, sem aumentar carga e complexidade.

Uma tendência útil é a que melhora o ciclo de ensino. Plataformas que organizam trilhas, registram progresso, apoiam avaliação formativa e oferecem relatórios compreensíveis podem ajudar redes a monitorar recomposição e reduzir defasagens. O cuidado está em não transformar dados em burocracia. Sergio Bento de Araujo sugere que relatório só tem valor quando orienta decisão pedagógica e facilita intervenção.
Como filtrar tendências com perguntas objetivas antes de decidir?
Uma decisão madura começa por definir o problema. A escola precisa saber se quer melhorar leitura, matemática, permanência, avaliação, gestão, comunicação com famílias ou formação docente. Sem problema claro, qualquer solução parece adequada. Em seguida, a escola deve avaliar a viabilidade. Isso inclui infraestrutura, conectividade, integração com sistemas existentes, suporte técnico e tempo disponível para formação e planejamento.
Conforme Sergio Bento de Araujo recomenda, toda adoção tenha plano de implantação, com fases, metas e responsáveis, para evitar que a ferramenta vire subutilizada. É essencial testar antes de escalar. Essa etapa também reduz resistência, pois cria exemplos concretos e permite que professores contribuam com melhorias, fortalecendo a adesão.
Implementação, formação e acompanhamento: O que transforma a feira em resultado?
Implementação é o ponto onde a maioria das iniciativas perde força. Uma boa ferramenta pode falhar se não houver formação e rotina. A escola precisa planejar como a tecnologia entra na aula, como será usada, como será avaliada e como se conectará ao currículo. Sem esse encaixe, a solução vira atividade paralela e perde impacto.
A formação docente precisa ser contínua e prática. Os treinamentos iniciais são úteis, mas insuficientes. O professor precisa de acompanhamento, espaço de planejamento e troca entre pares. A formação deve focar no uso pedagógico e no desenho de atividades, e não apenas no funcionamento da plataforma.
O acompanhamento completa o ciclo. A escola precisa definir indicadores simples e úteis, como participação, evolução em habilidades essenciais, qualidade das produções e permanência. Eventos como a Bett Brasil podem ser excelentes portas de entrada para inovação, desde que a escola volte para casa com um plano, um critério e uma governança de implementação. Sergio Bento de Araujo, empresário especialista em educação, reforça que a inovação que vale é a que se sustenta no cotidiano e melhora a aprendizagem com inclusão.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez